Existe bom programa na TV aberta. Mas encontrar é uma missão ingrata…

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Não é incomum eu encontrar pessoas, integrantes da classe média e consumidoras dos canais por assinatura. Apesar das inúmeras reclamações a respeito do serviço prestado pelas operadores, quando o diálogo gira em torno de televisão, é só programas localizado acima dos canais reservados às televisões abertas.

É o seriado do momento, o talk show norte-americano retransmitido por determinado canal ou até mesmo o filme transmitido pela enésima vez, mas que ao contrário das emissoras abertas é veiculado sem cortes e comerciais.

Confesso, não sou mais um consumidor voraz de televisão, exceto dos canais esportivos e por uma razão obvia. Mas ontem à tarde, acidentalmente assisti três programas em sequência na televisão aberta e por incrível que possa parecer não são produtos veiculados pelo quinteto de ferro formado por Globo, Record, Band, SBT e Rede TV.

No jornalismo, o “Jornal da Record News” com Heródoto Barbeiro exibe um produto honesto, equilibrado e critico para todas as tendências ideológicas. Na edição de ontem, ao mesmo tempo que enfocava as manobras da base aliada para evitar a CPI da Petrobrás, também era enfocada as conclusões do Ministério Público sobre o escândalo do Metrô de São Paulo. Terminado o jornal, fiquei no Cartão Verde, um programa esportivo que segue cartilha aplicada pelos informativos da hora do almoço: equilíbrio, criatividade, bom humor, mas também espirito crítico. Aliás, a presença de Roberto Avalone como convidado forneceu um tempero a mais.

Para terminar a noite, na mesma TV Cultura, o “Provocações” apresentado por Antônio Abujamra trouxe um papo esclarecedor com João Vicente Goulart, filho do presidente deposto João Goulart. Ao terminar este pequeno tour cheguei a uma conclusão: existem bons produtos na televisão aberta. Mas é como encontrar agulha no palheiro.

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