Estatuto do Nascituro: um absurdo sem limites!

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Quem em sã consciência é a favor do estupro ou do aborto? Lógico, quase ninguém. Ou ninguém. Mas isso não pode gerar um fechamento de olhos para as diversas variáveis ocorridas na sociedade.

Infelizmente, os integrantes do Congresso Nacional não olham para a conjuntura. Votam movidos por seus interesses ou as vezes por visões ideológicas toscas. Sim, porque não há outra conclusão a ser tirada após a aprovação do Estatuto do Nascituro.

Em resumo, a proposta é a seguinte: a mulher teria direito ao pagamento de pensão alimentícia, equivalente a um salário mínimo, às crianças concebidas de violência sexual. Isso ocorreria porque o nascituro, pela lei,  é o ser humano concebido, mas ainda não nascido, e inclusive “os seres humanos concebido in vitro, os produzidos por meio de clonagem ou por outro meio científico e eticamente aceito.  O texto diz ainda que o nascituro adquire personalidade jurídica ao nascer com vida, mas sua natureza humana será reconhecida desde a concepção.

Só quero propor um cenário para análise: digamos que uma mulher solteira e sem filhos esteja andando pelas ruas de uma grande metrópole. De repente, é atacada violentamente por um maníaco sexual. É estuprada, violentada e fica com marcas profundas de agressão física.

A mulher fica traumatizada e arrebentada emocionalmente. Um mês depois, recebe a noticia da gravidez. Pela legislação atual, a mulher tem todo o direito de realizar o aborto. Aos incautos e iletrados digitais: possuir o direito não quer dizer que vá fazer. Mas é preciso dar a prerrogativa dela decidir aquilo que for melhor para sua vida. É pecado? Absurdo? Que a mulher assuma as consequências de seu ato. Não é dever do estado tutelar sobre cada passo do individuo.

Mais: digamos que a gravidez seja levada em frente. A criança nasce, cresce e vira adolescente. Pergunta: como contar para essa criança que ela é fruto de um crime e de um ato hediondo? Como tratar as consequências geradas por essa noticia? Como anunciar a ela que seu pai é um criminoso e em última análise, ele é fruto desse crime? E se essa criança adquirir distúrbios psicológicos e emocionais, o que fazer? E a família? Como vai lidar com essa situação?

Os autores da lei irão falar que o problema será resolvido com a assistência a ser prestada pelo Estado ou até pelas instituições religiosas. Balela. Conversa mole. Enrolação pura. Se o Estado brasileiro falha na prestação de boa parte de seus serviços, o que garante o funcionamento deste programa específico? Mais: não acreditem na ladainha dos deputados que votam a favor do projeto. Esses mesmos que defendem assistência médica para a vitima e a criança, vão virar as costas na primeira dificuldade dos envolvidos.

O internauta deve pensar: se é tão absurdo porque os componentes da bancada evangélica encamparam o projeto? Simples: o conceito de democracia deles foi forjado dentro das igrejas. Existem instituições abertas e democráticas? Sim, claro que existem e pensam em temas mais positivos para a sociedade, como o planejamento familiar. . Mas na maior parte dos casos a ordem que reina é simples: um fala (no caso o pastor) e os outros baixam a cabeça e obedecem. Sem refletir. Pior: quem paga o pato agora é a sociedade.

PS: Se ninguém entendeu direito, o blogueiro nesta observação é claro e direto: abomina o estupro, é contra o ato do aborto, mas acha que não pode ser tirado o poder de decisão da mulher. Mesmo que a atitude da mulher vá contra os principios morais e Cristãos do blogueiro. Livre arbitrio sempre…

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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