Estádios atrasados para a Copa do Mundo. Quem vai pagar a conta? Nem precisa dizer…

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Jerome Valcke, secretário geral da Fifa e todo poderoso da Copa do Mundo, está decepcionado com a preparação brasileira. Direciona sua preocupação em quatro estádios que ainda não estão prontos: a Arena Itaquerão, Arena Pantanal, Beira-Rio e Arena da Baixada. Falta de cadeiras, obras de entorno mal acabadas e até falta de instalações inadequadas para o público e jogadores são algumas das reclamações detectadas.

Ao realizar uma analise pormenorizada da trajetória dessas obras dá para detectar a existência de alguns fatores em comum e que são responsáveis por deixar o quadro em estado calamitoso..

As arenas do Corinthians e Cuiabá pagam o preço por terem sido obras calcadas no voluntarismo e na satisfação individual. Nunca podemos esquecer: quando o Brasil foi escolhido como sede, o Morumbi era local mais provável para abrigar os jogos enquanto que a abertura e encerramento ficariam como o Estádio de Brasília e o Maracanã. Um cenário que não agradou nem um pouco Andrés Sanches. Na época presidente do Corinthians, o dirigente deixou a coerência de lado, fez costuras políticas e viabilizou um estádio com custo aproximado de R$ 800 milhões e que queira ou não, dará trabalho para o Corinthians quitar. Detalhe: se atrasar a mensalidade por um mês, o local fica de posse da Caixa Econômica Federal, que avalizou um empréstimo decisivo para as obras.

No caso da Arena Pantanal, o voluntarismo partiu de Ricardo Teixeira. Com a presidência da CBF nas mãos, ignorou a coerência de bancar o Serra Dourada, em Goiânia como sede e abriu as portas para que um estado de pequeno porte fique agora com ônus de pagar uma dívida de R$ 570 milhões. Que ficará nos ombros dos contribuintes do mato-grossenses.

No Beira Rio e na Arena da Baixada o drama principal é a confusão clássica existente no Brasil entre público e privado. Não podemos esquecer: quando foram anunciadas como sedes, a promessa é que boa parte do dinheiro seria privado. Resultado: a reta final das obras, a diretoria do Internacional (RS) e do Atlético-PR, sem a menor cerimônia bateram o pé e exigiram ajuda de dinheiro público até para financiar obras do entorno. A queda de braço nos dois locais só atrasaram as obras, catapultaram os custos e deixaram um “legado” nefasto: em Curitiba (PR), o custo do estádio ficará em R$ 330 milhões, mesmo valor a ser aplicado em Porto Alegre. Cá entre nós: poderíamos ficar sem essas quatro dores de cabeça.

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