Espalhamos notícias pela internet e não confiamos na imprensa. Como explicar este antagonismo?

0
7

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os políticos do PT podem eleger a internet como salvadora e algoz. O papel de herói é exercido nos períodos eleitorais, quando a imprensa adota uma postura crítica (o que é correto), propaga matérias erradas e desonestas (o que é abominável!) e os blogs progressistas viram a tábua de salvação para desmentir notícias e boatos. Como esquecer o episódio da bolinha de papel protagonizado pelo candidato do PSDB, José Serra e seus aliados? Só que os petistas  podem reclamar da internet como propagadora de boatos infundados, como a fortuna dos filhos do Lula e por descrever fatos inexistentes. É mentira? Sim, mas as pessoas acreditam e isto transforma-se em combustível para o antipetismo.

Duro é contestar o papel ambíguo exercido por este veículo de comunicação. Pela pesquisa do Ibope encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, aproximadamente 48% dos 200 milhões de brasileiros acessam a internet e 42% disseram que este é o meio de comunicação de sua preferência. sendo que desse total, 76% executam navegam todos os dias. Por outro lado, 51% dos brasileiros não utilizam a rede. A armadilha fica perigosa ao constatarmos que 67% dos internautas buscam informações. Um prato cheio para encaminhar noticias para pessoas sem distinção daquilo que é certo ou errado.

Boa parte dessas noticias são produzidas por veiculos de comunicação tradicionais. Empresas sedimentadas e conhecidas por parte da população. Diante disso, pelo alto consumo e compartilhamento incessante, a conclusão obvia é que as informações transmitidas são confiavéis, correto? Nem tanto.

Pelo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Confederação Nacional do Transporte, apenas 4,5% da população confia na imprensa contra 54,7% aferido as igrejas, o que explica a capacidade de capilaridade de muitos líderes religiosos com condutas, no minimo, suspeitas, serem inocentados por suas ovelhas. Utilizam da credibilidade construída por outros.

O fato é que todos espalham as noticias produzidas pelas empresas de comunicações, mas estes mesmos internautas não confiam no emissor, ou seja, nas empresas de comunicação. Como explicar? Qual o sentido de dois conceitos tão antagônicos? Pergunte ao eleitor, este ser misterioso, que muitas vezes pensa mais com o fígado do que o cérebro. Quem paga o pato? O país, claro.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here