“Escolinha do Professor Raimundo”, o Chaves brasileiro

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Duvido que alguém acima dos 30 anos de idade não esteja na expectativa de assistir aos novos episódios da “Escolinha do Professor Raimundo” programado pelo Canal “Viva” e que terá a chancela da Rede Globo, que exibirá aos domingos no mês de dezembro. Eternizado por Chico Anysio, o papel ficará sob a responsabilidade de seu filho, o ator Bruno Mazzeo. Fica a pergunta: por que um programa tão simples encanta pessoas até hoje?

Ouso dizer que a “Escolinha” está para o imaginário do brasileiro comum como Chaves para o continente latino-americano.

Por anos e anos, quem não presenciou a repetição no trabalho ou na escola dos bordões de Rolando Lero, Armando Volta ou os ataques de Dona Bela a cada palavra de duplo sentido proferida pelo professor? O que dizer então do “seo Boneco”, residente Caxias e que queria apenas comer a merenda? Personagens simples, sem enfeites e com a cara do povo.

O jornalista e blogueiro confessa uma relação sentimental com o programa. Ao lado do extinto “Viva o Gordo” com Jô Soares, a Escolinha era o único que assistia ao lado meu paí. Eu, um estudante de jornalismo que, depois de estudar o dia inteiro (aulas de manhã e busca de conhecimento á tarde), encontrava naquele cenário pobre e sem brilho, mas com personagens cativantes, uma maneira de relaxar e de conviver ainda mais com meu pai. Outras crianças e adolescentes também devem contar com as mesmas recordações. A “Escolinha do Professor Raimundo” já faz parte da cultura pop no Brasil. Que o legado do programa seja honrado.

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