Era Dilma contra tudo e todos. E venceu. Entrou para a história!

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Quando era criança, sempre tinha pelada na rua de casa. Éramos uns 10 ou 12 garotos. Tinha um, Vitor, que era o melhor da turma. Um senhor de idade fazia questão de participar e propunha: “Vamos combinar: É eu, Vitor e Adauto contra a rapa!”.

E a rapa tinha sete, oito jogadores. Quando a bola rolava, Vitor se desdobrava nos quatro cantos do pequeno espaço delimitado do gramado: marcava, chutava, cobrava escanteio, pênalti e de quebra uma batelada de gols. A rapa (inclusive eu) não conseguia impedir a avalanche. E a derrota.

Esse episódio veio a mente quando recebi a noticia da vitória de Dilma Roussef para novo mandato. A presidenta encarou a imprensa, a oposição, o mercado financeiro, forças conservadoras do mundo Cristão, Marina Silva, adversários do primeiro turno e ainda o preconceito e o ódio destilado contra o PT. A favor de si, uma campanha eficiente de João Santana, o carisma de Lula, uma militância aguerrida e o apoio simbólico de Chico Buarque. Bastou.

Lógico que pontes deverão ser construídas para a construção da maioria parlamentar. Lógico que a construção do novo ministério será árdua e dificultosa. No entanto, Dilma Roussef já não é mais o poste do Lula. É uma líder política com características e estilo próprios. E que venceu contra tudo. E todos.

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