Eduardo Campos, o luto e a falta de respeito

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Eduardo Campos morreu. O ex-governador de Pernambuco, pai de cinco filhos, candidato a presidente da República pelo PSB sucumbiu em Santos após um acidente aéreo junto com seis assessores. Neste momento, não há divergências políticas, embates, críticas ou elogios sobre Campos. O instante é de solidariedade. Aos parentes, amigos e para aqueles que admiravam as pessoas vitimadas pelo acidente.

Antigamente, os meios de comunicação se constituíam no único filtro para medir a comoção da opinião pública. A internet mudou tudo. As redes sociais fazem com que a análise, a reação seja imediata, instantânea.

O que se apurou depois do acidente não poderia ser pior. Gente com desejo de que o mesmo ocorresse com Dilma Roussef, Lula ou Aécio Neves. Piadas mórbidas e infelizes em um momento que deveria ser de respeito.

Análises sobre o que vai acontecer com Marina Silva tomam a frente. Se ela será candidata. Ou não.

Pense por um instante: por que não conseguimos pensar no sofrimento e na dor daqueles que conviviam com Eduardo Campos? Como temos coragem de adotar como fato político puro e simples uma tragédia humana? Por que na defesa dos nossos ideais somos tomados de uma insensibilidade que beira a doença…

Eduardo Campos tinha o desejo de mudar o Brasil. Poderia até não considera-lo o homem ideal, mas o seu desejo era legitimo.

No entanto, penso que tanto Eduardo Campos ou políticos de todas as diretrizes ideológicas não enxergaram algo óbvio: sem desarmar o espirito obscuro do povo brasileiro fica difícil pensar em mudança. Infelizmente. Que Deus abençoe a família de Eduardo Campos.

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