Doriva, Kleina e o desleixo com o torcedor pontepretano

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Não costumo fazer dois posts do mesmo  assunto. Tudo tem exceção. A saída de Doriva da Ponte Preta chamou a atenção porque o ex-comandante saiu do Centro de Treinamento do Jardim Eulina sem falar com a imprensa. Coincidência ou não, postura idêntica  adotada por Gilson Kleina quando transferiu-se ao Palmeiras. Paulo César Carpegiani ao ser demitido só deu declarações para a imprensa gaúcha. Justiça seja feita: Guto Ferreira, Jorginho, Dado Cavalcanti e Oswaldo Alvarez não deixaram de dar suas explicações quando retiraram os objetos do armário.

As posturas de Kleina e Doriva chamam a atenção. Não só pela falta de educação com a imprensa mas pela recusa em prestar contas ao torcedor. O mundo do futebol é estranho. Os treinadores ganham salários robustos e não são valorizados e adotam um ar imperial em ocasiões inoportunas.

Hipóteses não faltam. A que aposto com força é que esses profissionais, no fundo, sabem que não há o que explicar. Dentro de si, sabem que cometeram um ato indelicado com o sentimento do torcedor, que não quer saber de dinheiro ou independência financeira e sim de fidelidade. Então, veja só: o que ganhariam Kleina e Doriva terem um ataque de sinceridade e dizerem que largaram a Ponte Preta na mão porque o dinheiro era tentador? Nada, nada.

Essas atitudes lamentáveis contra a Ponte Preta ocorrem porque o clube infelizmente não recebe dos veículos de imprensa de São Paulo o tratamento que merece por ser o único time do interior paulista no Campeonato Brasileiro. Se Doriva estivesse no Corinthians ou qualquer um dos outros 11 gigantes será que tomaria o mesmo procedimento? Duvido.

O futebol brasileiro é um cenário cujo os gigantes querem esmagar os médios e pequenos e os respectivos profissionais do setor apenas assistem de camarote o massacre. E a hipocrisia reina absoluta…

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