Dirigentes não querem agir para salvar as torcidas organizadas. Que pena…

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Após as confusões protagonizadas por torcedores de Corinthians e Palmeiras e o protesto desastrado da torcida do Guarani na última semana, as chamadas Torcidas Organizadas entraram na berlinda. Puxados pelo presidente palmeirense Paulo Nobre, todos buscam uma maneira de enquadrar e punir com rigor o abuso desses grupos.

Mas uma reportagem publicada hoje no jornal “O Estado de São Paulo” mostra que a tarefa não será tão simples. Os dirigentes dos grandes clubes não querem entrar de cabeça de assunto. Primeiro porque para alguns interessa financiar esses grupos para acudi-los em instantes de grande instabilidade ou para ovacioná-los em épocas de grandes vitórias. Também atrapalha a falta de conhecimento ou de determinação do poder público em punir esses responsáveis.

Alguns defendem a elitização como o caminho mais curto. Ingressos caros ou programas de Sócio Torcedor para inibir a atuação desses grupos.

É preciso olhar o outro lado. Grande parte dessas entidades são formados por adolescentes loucos por um fator de identidade em grupo. A convivência entre essas pessoas não fica apenas nas arquibancadas. Em alguns casos, atuam como famílias com códigos e éticas próprias. Não dá para ignorar.

Qual a saída? O poder publico empreender uma fiscalização rigoroso sobre aqueles que cometem desvios e os clubes usarem de modo benéfico essas associações. Como bem escreveu Lidia Arantagy, concursos para eleger a melhor coreografia, a melhor bandeira, o melhor cântico de incentivo. A hora é de acreditar que com inteligência e planejamento é possível tirar o lado bom das torcidas organizadas. Criminalizar nessa altura do campeonato só vai piorar o quadro.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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