Dilma Roussef encontra líderes evangélicas. É preciso separar o joio do trigo

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A presidenta Dilma Roussef recebeu lideranças evangélicas na segunda-feira para um encontro no Palácio do Planalto. De acordo com o noticiário, a iniciativa e pedido de audiência partiram das próprias pastoras, que estiveram ali para orar, conversar e interceder pela chefe da nação que passa por um momento grave sob ponto de vista político. Um preceito, aliás, presente na bíblia sagrada. Sob esse ponto de vista, o encontro foi válido. Claro, o blogueiro teria a maior satisfação de verificar líderes como Ed Renê Kivitz, Ariovaldo Ramos, Ricardo Gondim, Caio Fábio, entre outros. Mas por enquanto não se tem noticia de que essas lideranças pediram uma audiência com a presidenta. Se requisitarem como fizeram o outro grupo e a presidenta não atender, a partir desse instante o quadro muda de figura. Por enquanto, temos que analisar o quadro presente.

Mas não há como ignorar que a partir do momento que as componentes do encontro foram divulgadas, uma gritaria geral foi estabelecida. Todos protestaram pela presença da “bispa” Sônia Hernandes, envolvida em denúncias de sonegação fiscal e que esteve presa por muito tempo nos Estados Unidos. Nunca é demais lembrar: tanto ela como o marido Estevam Hernandes, sempre estiveram ao lado do espectro de direita, notadamente José Serra e boa parte do PSDB. É só fazer um retrospecto das últimas eleições.

Não deveria estar naquele lugar ao lado de pastoras decentes e de vida reta como por exemplo, Valnice Milhomens e Ana Paula Valadão (foto na capa). No entanto, quero chamar atenção para um detalhe: quando a presidenta ou qualquer chefe de estado recebe qualquer pessoa, sabe que seu convidado representa um grupo da sociedade e que vocaliza seus sentimentos.

Esse é o ponto. Dilma Roussef não pode deixar de dialogar com os evangélicos, como com qualquer grupo social. Ao conversar com os evangélicos, ela precisa encontrar-se atenta a conversar com gente que representa todos os espectros, sejam de igrejas históricas, tradicionais, pentescostais e neopentescostais. Queiramos ou não, milhões de pessoas idolatram Sônia Hernandes, Edir Macedo, Silas Malafaia, entre outros pastores midiáticos. Infelizmente, uma parcela relevante do espectro evangélico presta atenção e acompanha cegamente o que essas pessoas dizem. Se isso fosse falso, certamente a Marcha para Jesus não atrairia a quantidade de pessoas que exibe presença todos os anos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Então, qual a solução? Simples: os evangélicos de bem, aqueles com espirito cidadão, que defendem o estado laico, a liberdade de expressão e de escolha das pessoas devem trabalhar diuturnamente dentro das igrejas para esclarecer e convencer os seus irmãos de igreja de que o caminho percorrido por Sônia, Malafaia e seus seguidores é equivocado e deturpado. Que ao invés de agregar, querem apenas separar e criar cizânia na sociedade. Propagam o ódio e o preconceito sem culpa e esquecem das consequências.

Por isso, digo sem medo de errar: Não adianta os Gondim, Caio´s Fábio´s da vida pregarem de modo consciente a palavra de Cristo se essa visão fica restrita a poucos e não tem ressonância dentro da própria seara evangélica.

As pessoas que acompanham esses pastores são vítima de técnicas de massa manobra? Sim! Existem até técnicas de manipulação e de lavagem cerebral na conduta dos Hernandes e dos Malafaias? Sim! Mas quem deve coloca-los no seu devido lugar não é Dilma Roussef e sim, nós, Cristãos evangélicos que propagamos, amamos e pregamos a palavra de Cristo de maneira consciente e cordata. Está na hora de perder o medo de represália e colocar a mão na massa. Antes que seja tarde.

 

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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