Dilma recua, atende classe médica e agrada às elites…

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Algumas decisões são necessárias para sustentar um mínimo de unidade na nação. Mas os vencedores e perdedores são nítidos a luz do dia. A presidenta Dilma Roussef cedeu a pressão da classe média e decidiu trocar o programa os dois anos excedentes do curso de medicina por residência obrigatória no SUS. Mas a partir de 2018. É lógico que o atual governo mudou o acesso ao ensino superior e muitas pessoas de classes baixas frequentam cursos de medicina em universidades públicas federais ou até nas privadas graças ao PróUni.

Mas  que ninguém se iluda: esta é uma vitória das elites. Sim, porque o raciocínio parece simplista, raso e até superficial. E é. Porém, é o retrato fiel do que verificamos nas universidades brasileiras.

Não custa lembrar: pela exigência do curso, poucas são as pessoas que tem condição de frequentar. Em boa parte dos casos (atenção: não é a totalidade!), são jovens e adolescentes filhos de pais bem situados economicamente e por diversas até com poder de influência. Que nunca depararam-se com uma única resposta negativa pela frente. E infelizmente poucos são aqueles que se dispõem a conhecer a dura realidade do país, suas contradições, pobreza e necessidades.

Incluir o SUS na formação do médico é fundamental para humanizar um profissional responsável em conduzir um setor delicado no páis. Lógico, o blogueiro não é louco de imaginar que não existam médicos sensíveis, humanos, antenados com as carências alheias e que sofrem quando perdem um paciente para a batalha travada os corredores de hospitais. Eles são numerosos e merecem nossos aplausos.

Mas é urgente combater e diminuir a existência de profissionais que utilizam a medicina apenas como forma de acumular riqueza, prestigio e poder. Infelizmente, para alguns a medicina não é sacerdócio e sim, um caminho para exibir status. Certamente a proposta original serviria para diminuir e muito a insensibilidade de alguns. Como está, ainda é válido, mas o recado foi dado por intermédio dos protestos: a face fria e insensível de alguns ainda prevalece. Sim, porque infelizmente não é prioridade deles colocar gente para atender gente que ninguém lembra. Na atualidade, para alguns médicos somos apenas números frios e distantes. E nada mais.

 

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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