Dilma, jogo de cintura não faz mal a ninguém!

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A presidenta Dilma Roussef, segundo a edição desta segunda-feira do jornal Folha de São Paulo quer endurecer o jogo com os sindicatos. Bancários e o pessoal dos correios já se encontram nas ruas e nos próximos dias os petroleiros também podem engrossar o movimento. Segundo a reportagem, a presidenta teria orientado a cortar o ponto dos grevistas e comunicar que não há margem de manobra devido a conjuntura adversa da crise mundial. O presidente da CUT, Artur Henrique, deixou claro na matéria que o momento é o ideal e que quadro delicado é apenas discurso.

Este blog é progressista e nunca deixou de apoiar a presidenta. Mas é notório que ela erra na condução do processo. Não digo em relação a expor o quadro delicado da economia mundial, mas sobre a falta de dialogo.

Para ser claro: Dilma poderia chamar os sindicatos, expor a situação, dizer sobre a necessidade de aperto financeiro, mas abrir uma porta de saída, como estabelecer um calendário de reajustes. Se agora é possível conceder apenas 4% ou 5%, projetar para o futuro um reajuste maior desde que a capacidade de arrecadação seja compatível com o desejo dos trabalhadores.

Dilma precisa entender: a conversa com sindicalistas não é apenas uma questão técnica ou financeira. Ao sentar na mesa, ela passa a lidar com movimentos sociais, que possuem demandas, anseios e que fazem parte do jogo politico. E que reconhecem que no embate politico há perdas e ganhos de ambos os lados. Se a presidenta aprender tal conceito, certamente o relacionamento muda. E a sociedade sairá ganhando.

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