Dilma contra tudo e todos. E com a ajuda de muitos…

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Dilma Roussef tem personalidade. Para ser presidenta, criou a fama da gerentona, da mulher intransponível. Só algo não muda: a necessidade de contar com a ajuda alheia para propagar os feitos de seu governo.

Neste sábado, os jornais “Folha de São Paulo” e “O Estado de São Paulo” trazem reportagens que retratam o seguinte: por mais que as criticas apareçam, Dilma Roussef não faz um governo personalista na acepção da palavra. Sem o auxilio de políticos e líderes já teria sucumbido.

Na “Folha”, uma matéria retrata o roteiro a ser adotado por Lula para fazer campanha aos candidatos ao governo. Lógico, no pacote está a defesa do legado de Dilma. A cada dia, o ex-presidente passa o recado de que não quer se meter em nova candidatura, o que seria a confissão de que Dilma fracassou. É seu principal cabo eleitoral.

Por outro lado, o Estadão mostra uma ordem de Dilma para que os ministros propagarem os feitos do governo nas áreas social. O objetivo é claro: estancar a queda nas pesquisas, que por enquanto não ameaçariam sua vitória no primeiro turno, mas que mostram um clima de insatisfação na sociedade, especialmente porque mais de um terço dos eleitores (33%) não se mostram dispostos a não votar em ninguém.

As dificuldades e os pedidos de socorros usados por Dilma devem ser olhadas com naturalidade e até com satisfação pelos defensores da democracia. Lula, apesar de todos os obstáculos, ao apostar o seu prestígio na candidatura de Dilma, quer exibir sua liderança, mas evita que o país caía em um perfil personalista como aconteceu na Venezuela com Hugo Chavez, e ainda persiste na Equador com Rafael Côrrea e na Bolívia com Evo Morales, hoje condenados a conviverem sem opções de poder e com uma oposição sufocada.

No caso do Brasil, Dilma já sabe: para faturar o segundo mandato vai lutar contra tudo e todos. E precisará contar com a ajuda de muitos.

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