Dilma assina MP para colocar o futebol nos trilhos. Agora, a fiscalização é com o torcedor!

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Dilma Roussef, encurralada pelo Congresso e com popularidade no chão, decidiu  jogar uma carta decisiva para interferir no futebol. Gesto que ficou patente após sancionar ontem à tarde a Medida Provisória que possibilita o refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes de futebol.

Com um débito total de R$ 4 bilhões, as agremiações não terão facilidade. Pelo contrário. Os clubes serão obrigados a publicar demonstrações contábeis auditadas, pagar em dia as obrigações tributárias e os valores trabalhistase com atletas, incluindo o direito de imagem.

Para evitar o aparecimento de novos dirigentes perdulários, a nova lei autoriza gastar no máximo 70% da receitas com o futebol, além da manutenção do investimento permanente nas categorias de base e no futebol feminino. O prazo de pagamento será de 120 e 240 meses e nos primeiros três anos, haverá um sistema especial de pagamento, que limita a parcela a um valor entre 2% e 6% das receitas. Quem descumprir as contrapartidas sofrerá punições a partir de 2016, que inclui até rebaixamento de divisão.

Para que todas essas normas tenham o efeito desejado, uma mudança de comportamento do torcedor será necessária. Acabou o tempo de exigir (corretamente!) uma postura reta e honesta dos políticos nos palácios e assembléias e ser leniente com os demandos no futebol em nome da conquista de uma taça ou a busca da permanência na divisão.

O futebol também precisa de moralidade. Cabe ao torcedor aplicar na sua camisa de coração o meu mesmo grau de cidadania e acompanhamento que aplica aos eleitos de Brasília. Se isso virar realidade, é certo que o novo programa, negociado entre governo, cartolas e Bom Senso Futebol Clube será um sucesso e transformará o futebol em importante ramo de atividade econômica.

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