Democratização da comunicação: esquerda deseja a radicalização? E nas consequências, ninguém pensa?

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Com total razão, os movimentos de esquerda pedem a democratização da comunicação. Mostram-se inconformados com a concentração das verbas publicitárias em poucos veículos, prontos a encampar um discurso oposicionista contra a presidenta Dilma Roussef.

O blogueiro não é contrário ao conceito. Pelo contrário. Detecta que a falta de pluralidade de opiniões seja o pecado mais presente na imprensa brasileira. Não é o caso de defender o Governo Federal. Longe disso. É abrir espaço ao contraditório, para pessoas que consideram os rumos de Lula e Dilma como corretos. Talvez a democratização inicie a solução do problema.

Mas existe um ponto pouco explorado. Até ignorado. Deveria ser objeto de reflexão: como ficariam os empregos?

É correto dizer que a atual crise vivida pelas empresas de comunicação já ceifou milhares de vagas. No entanto, se ocorrer no Brasil, por exemplo, a proposta encaminhada na Argentina, as consequências seriam imprevisíveis. Por um instante, pense. Digamos que a Rede Globo tenha permissão para transmitir sua programação local apenas para o sudeste.

Nos outros estados, novas concessões seriam realizadas. A consequência negativa seria imediata, pois as verbas publicitárias cairiam drasticamente e empregos seriam ceifados. Pergunta: as novas emissoras criadas a partir deste suposto processo de licitação seriam capazes de absorver toda a mão de obra? O que o governo faria? E os movimentos de esquerda? Assistiriam a essa onda de desemprego de braços cruzados ou teriam uma proposta para atenuar o drama social?

É um tema incomôdo? Sim. O problema é que ninguém deseja abordar.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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