Cotas iguais para todos: a salvação do futebol brasileiro!

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A votação da lei da Responsabilidade Fiscal no Congresso Nacional e o benefício aos clubes de futebol teve o lado positivo de fomentar mudanças no futebol brasileiro. Além de sanear o pagamento de impostos, os dirigentes de clubes resolveram atacar outro problema: a distribuição das cotas de televisão.

Depois da implosão do Clube dos 13 e da negociação individual capitaneada pelo Corinthians, algumas agremiações chegam a embolsar R$ 120 milhões (caso do alvinegro paulista e do Flamengo)  enquanto que o grupo dos clubes pequenos recebem valores que vão de R$ 18 milhões a R$ 30 milhões. Uma disparidade gritante.

Enquanto isso, os clubes da Série B exigem uma reavaliação do valor pago pelo campeonato, que hoje encontra-se em R$ 2,7 milhão para cada um. Lógico, a lógica não vale para o Vasco da Gama.

Para relembrar, basta dizer que na Inglaterra, 50% do valor é dividido entre todos os 20 times da divisão de elite, enquanto 25% é pago conforme o índice técnico do campeonato anterior e os 25% restantes referem-se aos índices de audiência apurado por cada equipe. Resultado: um campeonato forte e competitivo.

O que dizer então da liga de futebol norte-americano que divide o dinheiro igualmente para todos e abre possibilidade para que diversas emissoras façam as transmissões?

Para que tal realidade seja transportada ao Brasil, um conceito é fundamental: o brasileiro precisa valorizar o campeonato e não uma equipe em especial. Exemplo: nos EUA, um time de futebol americano ou beisebol localizado em uma cidade de pequeno e médio porte vencer uma competição é normal enquanto no Brasileiro é considerada uma calamidade. Precisamos aprender a gostar de esporte e não de buscar vitórias a qualquer preço. Seria um passo para viabilizar uma divisão mais igualitária das cotas.

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