Corinthians e Flamengo: nunca o monopólio esteve tão próximo!

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Nos últimos anos, o principal temor dos amantes do futebol e dos especialistas é que o Brasil virasse uma Espanha, ou seja com apenas dois times na disputa do título nacional e detentora das principais contratações. Pois o ano de 2016 pode ser palco de Flamengo e Corinthians darem os primeiros passos para protagonizarem um Barcelona x Real Madrid dos trópicos, o que seria um tiro no pé na venda de um campeonato atraente ao mercado do exterior.

O Atlético Mineiro está competitivo e Diego Aguirre pode surpreender na Libertadores? Verdade. Roger Machado tem tudo para história no tricolor gaúcho na Libertadores? Sim. O Palmeiras tem elenco e dinheiro suficientes para sustentar o sonho de conquistar títulos? Correto. Mas o que falo é a construção de um monopólio perene, duradouro, que deixe os times concorrentes sem poder de reação. Os próximos 12 meses poderá ser o palco do alicerce.

Flamengo e Corinthians começarão o ano cada um com a maior cota de televisão, ou seja, R$ 170 milhões. Na parte financeira, se os dois clubes não nadam em dinheiro não há como dizer que estão prestes a falar. Na Gávea, a divida foi diminuida para aproximadamente R$ 500 mil sob a administração de Eduardo Bandeira de Mello enquanto que o Corinthians contabiliza mais de R$ 120 milhões arrecadados com as saídas de atletas ao futebol chinês e francês.

Chegamos ao ponto fundamental: o banco de reservas. Há muito tempo que os dois clubes não contavam com profissionais vencedores e eficientes. No Corinthians, Tite é detentor de uma Copa Libertadores, Um mundial, dois Brasileirões e paulistão. Já demonstra neste início de ano uma capacidade ímpar de remontar o seu time, especialmente a defesa e o ataque. Só para ficar em um exemplo, Danilo e Lucca, antes na reserva, asssumiram a condição de titulares e sustentaram o padrão tático exigido pelo ex-volante da Portuguesa e do Guarani.

E Muricy Ramalho? Seu curriculo não é nada desprezível. Pelo contrário. Quatro vezes campeão brasileiro, vencedor de Copa Libertadores, diversas campeão estadual, focou no início de trabalho na recomposição da defesa. O clássico com o Vasco não pode ser utilizado como julgamento final. Pelo contrário. Seu trabalho deverá gerar frutos em médio e longo prazo, como já aconteceu em São Paulo, Fluminense e no Santos.

Prepare-se: Corinthians e Flamengo monopolizar as manchetes deverá ser tão comum como tomar café da manhã.

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