Corinthians e Cruzeiro: os gigantes adormeceram?

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Eles dominaram o futebol brasileiro nos últimos três anos e agora estão com a faca no pescoço na fase decisiva da Copa Libertadores. Corinthians e Cruzeiro decepcionaram seus torcedores e tem uma semana para encontrar energia suficiente para avançar e dar conta dos desafios do Campeonato Brasileiro.

O Corinthians vive quadro preocupante. No mês de abril, o sinal de alerta foi ligado após disputar nove partidas e vencer apenas o fraco Danúbio e a Ponte Preta, e mesmo assim sob protestos em relação a arbitragem. Perdeu do São Paulo e discretamente comemorou o rearranjo da tabela que lhe tirou do rumo das equipes brasileiras e lhe colocou contra o Guarani do Paraguai. A bola rolou e a decepção foi do tamanho da Arena Itaquera. Um time apático, lento, sem imaginação e com armadores (Renato Augusto e Jadson) e laterais (Fábio Santos e Fagner) engolidos pela marcação paraguaia.

Trunfos do oponente? O esforço do velocista Benitez e o faro de gol de Santander. Foi o suficiente para ganhar por 2 a 0. Terá força para reagir? Retornará o futebol veloz e insinuante do início do ano? Tite recolocará a equipe nos trilhos? Essas dúvidas atormentam os corinthianos.

Dúvidas existentes nas cabeças dos Cruzeirenses. Onde está aquele time insinuante, avassalador, destemido e implacável dos últimos dois anos? Não há como fugir da constatação: a transição é dolorosa, cheia de obstáculos e traz feridas. Ricardo Goulart e Everton Ribeiro por enquanto não foram substituidos plenamente por Marquinhos e William. De Arrascaeta é a nobre exceção, o único capaz de tirar um coelho (ou raposa?) da cartola. Nos 90 minutos iniciais do Morumbi transformou a cartilha de intenções em engano. O São Paulo sufocou, correu, criou e o Cruzeiro só assistiu. Perdeu de 1 a 0 e deveria agradecer. Está vivo.

Corinthians e Cruzeiro terão uma segunda chance. Não podem desperdiça-la. Não podem correr o risco de protagonizarem eliminações precoces. Vão conseguir? A bola responderá.

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