Coragem: artigo em falta no Palmeiras, Grêmio e no futebol brasileiro

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O noticiário do Palmeiras gira em torno da saída de Kleber. O Grêmio está disposto a pagar R$ 5 milhões e topa qualquer jogador na parada. O problema é que ninguém aceita a missão. O último a encaminhar recusa foi o centroavante André Lima. Todos consideram que a crise no Palmeiras, as confusões entre dirigentes e os sobressaltos de Luis Felipe Scolari colaboram na montagem do clima de rejeição.

Prefiro vislumbrar outro ângulo. O perfil do jogador mudou. Para pior. Quando o Palmeiras estava em jejum de títulos, nunca deixou de trazer jogadores de qualidade. Basta dizer que o time foi vice-campeão paulista em 1986 com uma dupla de ataque formada por Edmar e Mirandinha. Mesmo quando saiu do atoleiro, em 1993, foi porque a Parmalat conseguiu arregimentar jogadores do quilate de Edilson, Evair e posteriormente Edmundo.

E porque esses jogadores toparam e André Lima recusou o convite? Simples: a geração atual não quer se destinguir por criar uma história nos clubes e sim apenas em ganhar dinheiro. Não existe determinação e coragem em encarar as adversidades e acreditar que seu potencial pode ser o diferencial na obtenção de uma conquista relevante. Que ninguém se iluda: o Palmeiras não é única vitima. Clubes como Cruzeiro, Atlético e até o Corinthians, cedo ou tarde serão vitimas dessa geração marcada por jogadores “carne assada”. Ou seja, querem tudo mole, mole…

Confusões de bastidores existem em todos os clubes e as histórias não terminarão tão cedo. O que fará diferença será uma safra disposta a passar por qualquer prova para levantar a taça almejada. Por enquanto, não passa de ilusão.

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