Copa do Mundo: a prorrogação precisa ser repensada!

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De alto nivel técnico e com partidas emocionantes, a atual edição da Copa do Mundo pode servir de partida para reflexões. Algumas mudanças precisam ser estudadas com o objetivo de beneficiar o esporte. Exemplo: a reformulação da prorrogação.

O expediente já foi utilizado de várias formas. Na Copa de 1938, por exemplo, a decisão tinha a previsão de uma prorrogação com dois tempos de 15 minutos e caso terminasse empatado, uma nova partida seria marcada e com previsão de nova prorrogação. Na Copa de 1966, a final entre Alemanha e Inglaterra foi definida no tempo extra, assim como a semifinal da Copa do México entre alemães e italianos e vencida pela Squadra Azurra.

O próprio Brasil tem história para contar. O calvário dos pênaltis e da prorrogação e algo marcado na final da Copa de 1994 e na semifinal de 1998 contra a Holanda, quando existia o “Gol de Ouro” são marcos acalentados pelos torcedores.

São lances bonitos e que não podem esconder o essencial: o futebol mudou. O aspecto físico deixa os jogadores a beira do limite e o desgaste é desumano. Pense: em 1970, um jogador de futebol corria em média de 07 km a 09 km. Hoje, não é fora do normal a distância percorrida registrada ser de 12 a 14 km. A diferença é brutal. Pior: hoje, as equipes com qualidade inferior apostam no desgaste físico para levar a decisão aos pênaltis.

Qual a saída? Simples: diminuir o tempo da prorrogação. Um tempo único de 20 minutos e caso termine empatado a decisão ocorrer nos pênaltis. O cenário deixaria o jogo intenso? Sim. Mas o desgaste seria menor do que no cenário atual.  Mais: conceder a possibilidade de uma ou duas substituições apenas na prorrogação. O jogo ficaria interessante e o torcedor não correria o risco de ver jogadores, mesmo bem preparados fisicamente, com dores musculares ao final de 120 minutos disputados em ritmo insano.

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