Copa 2014 em São Paulo: uma comédio de erros. Culpa dos cartolas e dos políticos. Ou não?

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Manchete da edição dominical do jornal “O Estado de São Paulo” mostra que já foram liberados quase dois bilhões de reais para a construção de Arenas para a Copa do Mundo de 2014. Algumas, como Brasília e Cuiabá saíram por preço menor do que aquele estipulado na licitação. Outros ficaram com valores exorbitantes e um prato cheio para destruir os cofres públicos. Claro, não dá imagina gastar R$ 1 bilhão de reais na reforma do Maracanã pensar que o seu, o nosso dinheiro vai sair ileso.

Agora, não há como ignorar a situação de São Paulo. Estado mais rico do país e dotado de recursos financeiros quase infinitos à primeira vista, paga um mico de proporções internacionais.

Não custa relembrar o enredo: o Morumbi seria uma escolha natural, mas o presidente da CBF e do Comitê Organizador, Ricardo Teixeira, rompeu com Juvenal Juvêncio por causa da eleição do Clube dos 13. O efeito foi imediato e a Fifa cortou o Morumbi. Dias depois, Andrez Sanchez, contaminado pelo vírus do populismo, anuncia a construção da Arena do Corinthians e em declarações dúbias ressalta que a nova praça esportiva estaria á disposição para a Copa do Mundo. Foi o suficiente para todos apostarem que Itaquera entraria no mapa do esporte mundial.

Ninguém contava, entretanto, com o desencontro de dirigentes e políticos. Gilberto Kassab, José Serra, Alberto Goldman, Geraldo Alckmin, entre outros menos cotados, foram protagonistas de um show deprimente, cheio de adiamentos e promessas vazias. Já se passaram meses e o estádio não saiu do papel. Resultado: o estádio Mané Garrincha, na capital federal, começa a ser seriamente considerado como palco de abertura. Resumo: se existe um vírus da incompetência, ao contrário do que dizem os tucanos, não chegou apenas às hostes progressistas. A Copa do Mundo que o diga.

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