Como a visão estreita de Argel sobre o futebol produz prejuízos e danos

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A polêmica construída a partir do gol de Vitinho e que gerou a vitória do Internacional sobre a Ponte Preta, sábado, em Porto Alegre (RS) colaborou para esconder uma análise mais pormenorizada da visão de mundo e de futebol do técnico colorado Argel Fucks.

Esqueça as reclamações dos jogadores pontepretanos. Ignore por um instante a confusão nos vestiários relatada pelo árbitro Ricardo Marques de Medeiros. Mire-se no alicerce do encerramento conturbado. Biro Biro reclama de lesão e pede ajuda médica. O técnico colorado ignora seus apelos, despreza o Fair Play e o gol aparece.

Não foi uma atitude isolada. Ou uma decisão lamentável. É, antes de tudo, o retrato limitado de Argel sobre o futebol e a própria vida. O futebol nesta visão tosca e sem sentido é como uma guerra. Não existem jogadores e sim inimigos a serem abatidos a qualquer tempo e sob qualquer risco. Comportamento que demonstra a distância do discurso da prática. Nas entrevistas coletivas, Argel é mais um que prega o futebol moderno e novos conceitos em frases curtas,, repetitivas e sem conteúdo.

No fundo, é mais um com pensamento antiquado, limitado e decepcionante. Gente que pensa o futebol sem fazer a conexão com a ciência esportiva, a evolução da tática e a interligação com a formação da sociedade. Que dá valor para apreensão de celulares durante as refeições e esquece que o jogador é um ser humano com dúvidas, frustrações e apreensões.

Argel demonstrou sua incapacidade de fazer uma conexão do futebol com a própria vida, cheia de regras, códigos éticos e limites impostos para que todos vivam em harmonia. Argel, com um gesto, comprovou sua incapacidade de entender que os 22 jogadores e os personagens envolvidos nas quatro linhas do gramado tem a responsabilidade de a cada chute, drible, passe, cobrança de lateral, escanteio e ainda na construção de um país cada vez mais consumido pelo individualismo e falta de limites.

O futebol é sujo? Sim. Assim como a vida. Nem por isso desistimos de procurar uma referência, uma razão para acreditar de que amanhã será melhor. Argel pensa apenas no hoje. Não quer dar exemplo. Não quer comprovar a validade do estudo e da perseverança. Nada disso. Argel Fucks quer vencer. Custe o que custar. Que pena, ele não entendeu nada.

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