Combate à miséria: quando as igrejas cristãs vão se unir para valer?

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Matéria publicada nesta segunda-feira no jornal “O Estado de São Paulo” mostra que o governo federal decidir pesquisar quais os brasileiros que estão na condição de miséria absoluta e não possuem qualquer assistência do Estado. Antes de iniciar a pesquisa, a estimativa era de que em quatro anos 800 mil brasileiros teriam acesso aos programas sociais.

Um ano depois do início do levantamento, o contingente já está em 700 mil pessoas e ao se levar em conta que boa parte são chefes de famílias, a conta poderá bater em dois milhões. Um descalabro. É como juntar as populações de Campinas e Guarulhos em busca de um prato de comida.
O governo está de parabéns porque faz a sua parte. Tudo sob a coordenação da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello (Foto).

Mas pergunto: as instituições religiosas e padres, pastores e outros menos cotados sempre gritam aos quatro cantos que estão prontos para atender aos necessitados. Se isso é verdadeiro, como explicar tamanho contingente de miseráveis?

Posso falar das igrejas evangélicas, porque não tenho receio em me declarar meu protestantismo. Passamos dias e dias ditando regras, vociferando contra homossexuais e contra qualquer tipo de conduta que esteja contrária à nossa cartilha, mas não nos sensibilizamos em atacar de modo cabal a miséria no Brasil.

Existem igrejas que adotam caminho diferente. Mas são exemplos isolados e que se perdem no mar de apatia reinante. Em resumo: se as igrejas evangélicas brasileiros cumprissem com seu papel social, certamente a influência e a liderança de Lula e Dilma seria bem menor. Muito menor.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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