Clubes pedem socorro. Jogadores protestam. E o torcedor, só vai assistir?

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Dilma Roussef recebeu na tarde de hoje os representantes dos principais clubes do Brasil. Ouviu o relato desesperado de gente que não sabe como fechar as contas no final do ano. Todos os clubes devem no total R$ 4 bilhões, apesar do aumento de receita proporcionado pelos contratos das emissoras de televisão. Não adiantou. Em determinado momento do encontro, o presidente do Botafogo (RJ) disse que por estar com os recursos bloqueados, não tem dúvidas sobre a melhor solução: tirar o time do Brasileirão. Segundo relato dos presentes, Dilma Roussef ficou estarrecida.

Diante do apelo, o projeto que viabiliza o refinanciamento dos clubes seguirá para análise do Congresso Nacional. A expectativa é que tudo esteja aprovado até o final do ano. Durante o processo, seria de bom grado o Palácio do Planalto chamar as Torcidas Organizadas e as Associações de Torcedores para uma conversa.

Sim, porque os cartolas prometem o estabelecimento de um marco zero que será jogado no lixo caso continue a loucura atual: salários absurdos, orçamentos aplicados além do limite, tudo isso em contraponto as arquibancadas vazias e o volume fraco na venda dos produtos licenciados.

E por que isso acontece? Um dos motivos é que o torcedor brasileiro não pensa no dia de amanhã. Não aceita uma temporada razoável do seu time do coração para depois buscar uma conquista relevante na temporada seguinte. Quer tudo aqui e agora. Pressiona o dirigente e pede por reforços que estão além das possibilidades do clube. O cartola entra na pilha, contrata sem pensar nas consequências e o fruto é aquele que todos conhecemos. Somos o país do futebol, mas se não nos acostumarmos a um padrão financeiro modesto e centrado qualquer negociação será inútil.

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