Clubes desalojados pela Copa do Mundo são consumidos pela emoção. E a razão? Onde fica?

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Que o futebol brasileiro é desorganizado, tudo mundo sabe. Que os dirigentes são autores de lambanças inesquecíveis, qualquer criança aprende desde cedo. Querem um exemplo? O fato do Campeonato Brasileiro ser palco para times itinerantes. Uma hora jogam fora de seu estado ou em outras oportunidades em locais sem as mínimas condições. O jogo entre Cruzeiro e Atlético-PR, na última quarta-feira,  foi um dos capítulos mais lastimáveis da história recente do futebol brasileiro.

Impossível imaginar o que passou na cabeça da cúpula da CBF ao autorizar o jogo no Estádio Erton Queiroz. Por outro lado, o Flamengo roda o Brasil, ameniza a influência do fator campo e torcida e deixa o torcedor da cidade do Rio de Janeiro em segundo plano. O que dizer então do Internacional, submetido a mandar os seus jogos em Caxias?

Ninguém ignora o fato de que a preparação para a Copa do Mundo tirou de circulação estádios importantes como o Beira-Rio, Arena da Baixada e principalmente o Maracanã.

O desfalque não deveria servir de desculpa para tratar o futebol de modo amador, sem profissionalismo. Um pouco de conversa e tal problema seria amenizado de outra maneira. Ok, sei que os torcedores fanáticos vão criticar, mas não custa perguntar: o que impede o Atlético Paranaense de utilizar o Estádio Durival de Brito e Silva, com muito mais estrutura que as outras praças utilizadas? O blogueiro enumerou o estádio porque no site da CBF ele está listado como um dos locais de jogos do Paraná. Talvez a hipótese não se concretize devido a atual postura da diretoria do Furação, louca para verificar Teoria da Conspiração em tudo.

No caso do Flamengo, ao invés de dirigir-se a Volta Redonda, Juiz de Fora e outros locais, por que a recusa em utilizar São Januário, assim como faz o Fluminense? Seria uma maneira do torcedor rubro-negro do Rio de Janeiro acompanhar o seu time.

Quanto ao Colorado, o ideal seria até pedir emprestado o Estádio Olímpico ou até a nova arena. Mas você imaginar tamanho delírio com rivalidade tão extrema? A hipótese já foi cogitada em março deste ano e devidamente engatada por causa da rivalidade. Até quando a emoção vai destruir a razão no futebol? Aguardemos.

 

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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