Claudinei Oliveira reabilita o Santos e faz boa campanha. Por que ninguém valoriza?

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Como em qualquer área de atuação, a imprensa esportiva tem suas preferências. E também suas análises equivocadas. Pegue como o exemplo o Santos. Emplacou uma vitória sobre o Internacional por 2 a 1, firmou-se no bloco dos dez primeiros colocados do Brasileirão e como tem um jogo a fazer poderá encurtar para três pontos a diferença para o Atlético-PR, atual quarto colocado.

Uma campanha digna e elogiosa. Não podemos esquecer o trauma vivido devido a venda de Neymar e a goleada sofrida diante do Barcelona por 8 a 0. Se o Santos conseguiu tudo isso deve-se a um nome: Claudinei Oliveira.

De mansinho, sem alarde e focado em valorizar os jogadores da base e projetar atletas que já vinham com currículo respeitável de outros clubes, como Cicinho e Renê Junior, o atual técnico santista pode falar em alto e bom som que seu trabalho merece ser respeitado.

Exemplo? A postura em relação a Renato Abreu. Colocou o veterano armador de 35 anos no banco de reservas e soube motivá-lo de modo adequado. Resultado: entrada durante o jogo, cobrança de falta venenosa e o gol da vitória.

Mesmo assim, parece que nada acontece. Imagine se o treinador fosse Muricy Ramalho, Paulo Autuori, Abel Braga, Wanderley Luxemburgo, Oswaldo de Oliveira: faltaria papel para cobrir os horários da agenda. Mas que o técnico santista não se importe. Infelizmente, o jornalismo esportivo brasileiro, do qual faço parte, tem seus vícios e preferência. E tem dificuldade em abandoná-los. Um dia muda.

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