Classificação do Brasileirão: as aparências enganam

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São Paulo, Corinthians e Palmeiras lideram as posições principais do Campeonato Brasileiro. O estado mais rico da federação emplaca o pódio em uma conjuntura que premia o planejamento, mas também a força econômica. O que deverá ser objeto de reflexão dos torcedores nos próximos dias é saber se a tendência continuará ou se teremos uma surpresa como as conquistas de Flamengo e Fluminense nos últimos dois anos.

Não fico em cima do muro e digo sem medo de errar que a tendência é que o futebol paulista perca novamente a hegemonia. A classificação atual é fruto de apenas sete rodadas e está sujeita a chuvas e trovoadas. Para piorar, ninguém inspira a mínima confiança. O Corinthians sofre com seus conflitos internos e os bastidores estão mais canalizados na construção da nova arena do que na obtenção de outra estrela nacional. Agora, se Tite conseguir blindar o elenco de tanta confusão e administrar as vaidades de Liedson, Emerson Sheik, Danilo e principalmente Adriano, que retornará em setembro, não há como negar que é forte candidato ao título.

O Palmeiras vive exclusivamente do trabalho do seu treinador Luis Felipe Scolari. O elenco é limitado, carece de opções e depende da bola parada de Marcos Assunção para triunfar. Diria que uma posição intermediaria é o lugar correto.

E o São Paulo? Cantado em prosa e verso como arauto da modernidade falhou na montagem do elenco e já está provado: o esquema tático de Carpegiani está focado em Lucas. É outro candidato a frequentar a zona de classificação à Sul-Americana ou se tudo der certo, uma vaga na pré-libertadores.

Diante disso, quais seriam os candidatos naturais ao olimpo? O Santos seria citação natural, mas tenho dúvidas se o elenco terá folego para recuperar o tempo perdido e ainda concentrar-se na preparação para o Mundial de clubes. Com isso, abre-se caminho para os seguintes candidatos: Cruzeiro, Fluminense e Internacional. O clube carioca pode não possuir um infra-estrutura de primeira, mas o seu técnico e a variedade de opções no elenco podem pesar. Quando ao time celeste, Joel Santana tem consciência de que um bom papo resolve o baixo astral. Time tem e de sobra. Montillo, Anselmo Ramon e Brandão possuem grande potencial técnico. Não há como descartar.

No Colorado, Paulo Roberto Falcão luta contra seus medos e ressalvas. Caso encarne de corpo e alma o papel de técnico, certamente pode sonhar com o seu primeiro titulo nacional como técnico. Ou você duvida do potencial de Leandro Damião, D´Alessandro e de Oscar? Então, muita agua rolará debaixo da ponte.

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