Cinco sugestões para votar melhor para deputado e vereador

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Uma semana após a votação na Câmara dos Deputados a respeito do pedido de admissibilidade do impeachment de Dilma Roussef ainda todos estão indignados e espantados com o nível indigante dos parlamentares. Todos os partidos tem eleitos para se envergonhar. Seja pela postura, atitude ou falta de ideias.

Um reflexo direto da prioridade que concedemos as eleições parlamentares. Tratamos a escolha de deputados e vereadores de qualquer jeito, na base do improviso e sem  cuidado. Todos conhecem a história de algum amigo ou conhecido que votou após pegar o santinho no chão antes de entrar na cabine de votação. Só para cumprir tabela.Tais cenas tem grandes chances de se repetirem um outubro deste ano. Vereadores serão escolhidos e a população não dá sinais de engajamento e cuidado. De minha parte, reparto aqui com os raros leitores os critérios que utilizo há 25 anos para escolher um parlamentar.

1- O que você quer? Parece uma pergunta banal. Não é. Seja de direita ou esquerda, é de bom tom você definir o que considera prioritário. Exemplo: se você considera que a luta pelo trabalhador é essencial, escolha candidatos ligados a sindicatos, movimentos populares e centrais sindicais. Se preocupa-se com a saúde e educação do seu filho, nada melhor do que escolher alguém voltado a esses temas. Só neste critério você elimina votos folclóricos ou de gente rasa e superficial. 

2- Preparo intelectual: aqui não tem relação nenhuma com escolaridade e sim com capacidade demonstrada em entender os problemas envolvidos no Brasil. Exemplo: não adianta o vereador defender o seu bairro e não nutrir uma visão geral dos problemas da cidade. Ou encontrar-se na Câmara dos Deputados e pensar apenas na sua região.

3-Um parlamentar discreto e atuante ou formador de opinião? Essa pergunta você precisa responder para si mesmo. Quando escolher o candidato, verifique se ele é mais voltado para o trabalho de recolher reivindicações junto a sua base ou determinado a influenciar nos debates da opinião pública. Não há demérito nenhum em qualquer uma das escolas de conduta. Só não pode comprar gato por lebre.

4- Ligação com o candidato majoritário: Neste caso você pode ajudar a atenuar o quadro reinante no Brasil. Exemplo: se você vota em um candidato a governador do PSDB e escolhe um deputado estadual do PT sua colaboração é enorme para uma potencial crise política. Vou além: por vezes nem é de bom votar em candidatos coligados, salvo raras exceções. Exemplo prático: o PC do B e o PDT são partidos que sempre estiveram com as candidaturas majoritárias do PT, assim como DEM e PPS nunca deixaram de perfilar nas chapas dos tucanos. Nestes casos, o voto não corre risco de incendiar o parlamento com maiorias formadas por conveniência.

5- Busca de informações: Você utilizou todos esses critérios acima e até anotou o número do candidato. Ainda falta o requisito principal: converse com seus amigos, parentes, pesquise na internet e em outros espaços. Se o parlamentar já está eleito, procure a página dele na instância legislativa (Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores) e verifique quais os projetos que ele apresentou, as comissões em que participou e ações deflagradas no parlamentar. Se for um candidato novato, pesquise entre grupos de apoio dele qual a sua história e trajetória para desembocar na candidatura. A desinformação é o trunfo dos aventureiros.

As cinco regras citadas parecem simples. São essenciais para evitar um contratempo. Especialmente aqueles que vivemos atualmente em Brasília.

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