Cilinho e os técnicos poderosos

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Incrivel como uma historia construída anteriormente no futebol jamais se apaga. Digo isso para comentar sobre a saída de Cilinho do comando do Rio Branco. Aos 73 anos e sempre disposto a inovar, o veterano não suportou a ingerência do presidente do Rio Branco. Alias, pelo que se verifica na matéria do Tododia não foi nem uma intromissão e sim um questionamento sobre o ambiente do clube. Procedimento normal para quem deseja ver o seu investimento dar o retorno necessário. Cilinho não viu assim e foi embora.

Não deveria causar estranheza a medida de Cilinho. Sua carreira sempre foi marcada por um personalismo forte e a recusa em divisão de poder. O ápice aconteceu na Ponte Preta, quando suas diversas passagens motivaram a criação dos “cilinistas”. Nada de presidente ou de jogador. O craque estava no banco de reservas.

O tempo passou, Cilinho não mudou e pode-se dizer que a conjuntura ficou até melhor para si: os treinadores se transformaram em personagens incontestáveis, poderosos e donos do céu e da terra. Pelo menos nos clubes de futebol.

A culpa por esse quadro? Dos dirigentes, preguiçosos em acompanhar o dia a dia dos clubes e acomodados em fornecer mais poder ao banco de reservas. Quando pedem de volta, é um sofrimento só.

Deixo claro: o presidente não pode impor escalação ou mudança nos rumos do trabalho. Mas tem o dever de conversar, compartilhar e trocar ideias com o treinador. Se ninguém faz isso, azar do futebol brasileiro.

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