Brancos ganham R$ 1538 e negros faturam salário médio de R$ 834. Ué, mas o Brasil não é um país justo?

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Os jornalões, em suas edições desta quinta-feira trazem os resultados do censo do IBGE e que merecem uma atenção redobrada em alguns assuntos específicos. Começarei ao abordar um dado que arrebenta com a tese dos defensores de que não existe racismo no Brasil e de que o negro não é vitima de discriminação no mercado de trabalho. Segundo o levantamento, a renda média daqueles que se declararam brancos é de R$ 1538 e daqueles de origem oriental (desculpe, não gosto do termo amarelo), é de R$ R$ 1574. Quando os indígenas entram na estatística, a primeira paulada: renda média de R$ 735. Os negros ostentam média de R$ 834 e os pardos ficam com R$ 845.

Veja. Isso não é teoria ou ilação. São dados coletados pelo IBGE. Diante disso, fico intrigado ao perceber alguns fatos no Brasil. Em primeiro lugar, não consigo entender, diante dessas estatísticas, como existem pessoas que não concordam com a existência da Secretária de Politica Racial ou a discussão de uma forma de reparação aos negros no sistema de ensino. É obvio que é preciso instituir mecanismos de reparação e de proteção a uma camada da população que ainda paga a conta por anos e anos de escravidão. Não podemos usar como argumentos negros bem sucedidos como Pelé, Netinho de Paula, Alexandre  Pires, Lázaro Ramos e outros menos cotados. Eles se constituem em nobres e comemoradas exceções em um mar de discriminação.

Dizem que a discriminação racial no Brasil é de um tipo perverso porque é camuflada. Vou discordar. Porque quando é disfarçada, você esconde algo que reconhece que existe e não deseja encarar. No Brasil, é pior. A diferença entre negros e brancos é sumariamente ignorada por parte da sociedade. Um dia isso muda.

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