Botafogo: quando a crise financeira vira uma cilada

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O Botafogo virou sinonimo de crise no futebol carioca. Conseguiu desbloquear R$ 2,5 milhões para quitar uma parte dos salários, mas o descontentamento no elenco é amplo geral, total e irrestrito. Todos querem a cabeça do presidente Mauricio Assumpção, que por sua vez não compareceu a uma reunião do Conselho Deliberativo. Ex-presidente influente, Carlos Augusto Montenegro descartou a destituição do dirigente porque o próximo presidente será escolhido presidente. De repente Assumpção virou um pária.

Sim, o mesmo presidente que trouxe Seedorf e com Oswaldo de Oliveira viabilizou a ida da Estrela Solitária a disputa de uma Copa Libertadores.

Mas dizer que o presidente é culpado é simplificar a questão. O canhão pode ser focado em várias direções. Coincidência ou não, a crise botafogo começou a partir do instante da interdição do Estádio João Havelange, que ao lado das cotas de televisão era a principal fonte de recursos para o Botafogo. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sequer deu opção. Tudo fechado e o Botafogo que se virasse. E a saída foi firmar um acordo com o consórcio que administra o Maracanã.  Acordo: 43 mil ingressos de propriedade do Botafogo, todos localizados atrás dos gols. Os melhores assentos? Na mão do consórcio. Convenhamos: aluguel disfarçado. E com o inquilino te ameaçando de despejo a qualquer momento.

O quadro financeiro é caótico? Sim! É preciso uma mudança de postura? Com certeza! Mas tenho cá minhas dúvidas se outro dirigente conseguiria sair dessa armadilha.

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