Boa fase dos emergentes no Brasileirão não acontece por acaso

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O Sport é o líder do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta poderá alcançar o grupo de classificação á Libertadores se vencer o Fluminense na quarta-feira e o Atlético-PR, antes cotado para lutar contra a degola, surpreende o mundo da bola. Nada acontece por acaso. Este blogueiro e jornalista resolveu pesquisar o balanço de confrontos das equipes médias e pequenas contra os gigantes e a diferença é brutal ao se comparar o desempenho dos “primos pobres” em 2014 e na atual edição.

No ano passado, tínhamos a presença de Bahia, Vitória, Coritiba, Atlético-PR, Sport, Goiás, Chapecoense e Figueirense. Nas oito rodadas iniciais do Brasileirão de 2014, a CBF programou nas oito rodadas iniciais 42 confrontos entre equipes médias e pequenas contra os donos da festa. O saldo colhido foi de apenas sete vitórias dos “nanicos”, 14 empates e 21 derrotas, um aproveitamento de 27,77% dos pontos disputados. Ao fazer uma relação entre o número de triunfos com o de confrontos, em apenas 16,6% dos duelos o time de menor expressão saiu-se melhor e levou três pontos.

Neste ano tudo mudou. A Macaca entrará em campo para enfrentar o Fluminense, mas logo de cara podemos apontar que em 37 jogos nas oito rodadas entre esses dois grupos, em 13 oportunidades os médios e pequenos levaram a melhor, com 11 empates e mais 13 derrotas, o que dá um aproveitamentoo de 45,04%. Na relação jogos/vitórias, o percentual chega a 35,13%.

O patamar poderá diminuir? Sim, com certeza. Afinal, o Vasco saiu às compras e trocou de técnico, o Internacional vai ligar a tomada após a sua participação na Copa Libertadores e equipes como Palmeiras e Corinthians ainda podem reagir e almejar as posições principais. Mas o ínicio de Brasileirão mostra que os pequenos e médios não querem apenas fazer figuração. Os gigantes que prestem atenção e fujam da Série B. Antes que seja tarde.

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