Bahia, Guarani, Atlético-PR, Sport e Coritiba: quando os médios voltarão ao olimpo do futebol brasileiro?

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Bahia, Guarani, Sport, Atlético-PR e Coritiba são os cinco clubes que desde 1971 furaram o bloqueio imposto pelos 12 gigantes e levantaram a taça de Campeão Brasileiro. Adversário fraco? Má fase dos outros? Confusão nos bastidores? Pouco importa. Em determinados momentos do futebol brasileiro, essas agremiações romperam as barreiras e conseguiram o que parecia impossível. Hoje, tudo parece distante e com ares de lenda. Ninguém consegue imaginar a repetição destas epopeias no atual cenário. Muitos defendem que a fórmula de pontos corridos incentiva a concentração de renda e sonho na mente de poucos.

Talvez a palavra-chave seja dinheiro. Pense: em 1988, Bobô era um jogador extra-classe, tinha a assessoria do meio-campista Zé Carlos e o técnico era Evaristo de Macedo, que três anos antes tinha dirigido a Seleção Brasileira. O tricolor de aço pagava todos esses astros.

Assim como o Guarani, que abrigou o volante Zé Carlos, ídolo do Cruzeiro e tinha astros emergentes como Careca, Renato e Zenon.Todos pagos e em dia. Quanto ao Coritiba, a estrela estava no banco de reservas, pois Ênio Andrade vinha de duas conquistas de Brasileirão com Internacional e Grêmio e teve a psicologia suficiente para extrair bom futebol de Lela, Gomes, Marco Aurélio, entre outros jogadores.

No Atlético-PR, existiam craques dentro e fora do gramado. Com a bola rolando, Alex Miranda, Adriano Gabiru, Kleberson e o atacante Kleber Pereira eram as estrelas do time comandado por Geninho, respaldado por uma arquibancada lotada na Arena da Baixada.

Coincidência ou não, o tempo viabilizou a desidratação dos recursos dos clubes médios e pequenos, o que diminuiu suas possibilidades de sucesso. Revisão das cotas de televisão, melhoria do volume de venda de produtos esportes e outras medidas voltadas a gestão moderna podem abrir caminho para que a façanha do Coritiba, que completa hoje 30 anos, possa ser repetida. Ou que seja algo mais palpável. Não custa sonhar. 

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