Áustria 1 x 2 Brasil: quando o ufanismo dará lugar a reflexão?

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O Brasil venceu por 2 a 1 a Austria e encerrou sua participação na temporada de 2014, cuja principal marca foi a goleada sofrida diante da Alemanha por 7 a 1. A invencibilidade de seis jogos da equipe sob o comando de Dunga não apaga o vexame inadmissível. Porém, ao acompanhar o jogo desta tarde, cheguei a conclusão de que a mídia eletrônica (leia-se Rede Globo) precisa alterar o comportamento em relação ao escrete canarinho. Pior: não há sinal de que isso mudará, o que joga contra o futebol brasileiro.

Ninguém contesta o talento de Galvão Bueno para conduzir o espetáculo. É um autêntico vendedor de emoções. No entanto, fica claro que neste momento não é para ufanismo ou elogios como se estivéssemos diante de heróis inatingíveis. Não adianta dizer que Neymar teve grande atuação contra a Turquia ou que o zagueiro David Luiz recuperou parte da moral com o gol feito contra o time austríaco.

Não é hora de circo, e sim de utilizar os jogos da Seleção Brasileira como espaço de reflexão para verificar o nosso estágio em relações aos nossos oponentes tanto no continente sul-americano como na Europa. Acompanhe qualquer amistoso entre equipes europeias e comprove como estamos atrasados em dinamismo e estratégia, apesar da melhoria dos últimos jogos. Detalhe: mesmo que Dunga tenha evoluído como profissional, é claro que sua distância para os profissionais europeus e até argentinos é claro.

Claro, o gol de Roberto Firmino foi precioso. Golaço. Mas tal lampejo não pode apagar o óbvio: estamos atrasados em relação a concorrência. Muito. Tapar o sol com a peneira não resolverá muita coisa.

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