Atlético Mineiro vence o Santos e exibe uma das facetas do futebol brasileiro: sobra transpiração e falta inspiração

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Estádio em perfeitas condições, gramado impecável e uma torcida entusiasmada fizeram a moldura da vitória do Atlético Mineiro sobre o Santos por 2 a 1. O confronto de certa forma retratou as dificuldades vividas na atualidade pelos técnicos brasileiros para montarem times técnicos, habilidosos, criativos e competitivos. Não que eles não queiram, mas porque não existem opções confiáveis.

Pegue como exemplo Levir Culpi. Com as ausências de Ronaldinho Gaúcho e Jô, o comandante optou por uma formação com três volantes (Pierre, Leandro Donizete e Rosinei) e Fernandinho e Marion encarregados de abastecer André. Como os meio-campistas não tinham uma técnica acima da média, não foi difícil o Santos, mesmo em poucas estocadas e lampejos de Cicero abrir o placar aos 37min do primeiro tempo.

No entanto, Santos não ampliou o placar em virtude da incompetência na criação de Lucas Lima.

Ao perceber o quadro, Levir Culpi decidiu encarnar um participante da gincana do Faustão e se virou nos 15min de intervalo. Sacou Rosinei, apostou no atacante Carlos e na solidariedade criativa de Fernandinho, Dátolo (acionado na segunda etapa) e principalmente da volúpia do lateral Alex Silva e do atacante André, autor dos dois gols, aos 28min e 36min. Depois, sobrou vontade mas o diferencial passou longe do time santista.

Que ninguém se engane: a vitória aconteceu na base da estratégia de aumentar o volume de jogo e intensificar a marcação e posteriormente azeitar o contra-ataque.

Como perdeu por Thiago Ribeiro por lesão e Geovânio novamente entrou sem inspiração, o Santos não mostrou poder de reação.

No final, a conclusão que tiro é o seguinte: em algumas partidas, a transpiração é mais importante que a inspiração. Infelizmente.

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