Atlético Mineiro: Soberbo. Impecável. Ofensivo. Próximo do olimpo?

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Não vou falar do São Paulo. A atuação foi tão medíocre que o maior favor que posso fazer ao torcedor é esperar a fervura baixar antes de procurar culpados. Prefiro falar deste time fantástico chamado Atlético Mineiro. Que resgatou conceitos perdidos do futebol brasileiro.

Um time veloz, com alta rotatividade e comandado por um gênio chamado Ronaldinho Gaúcho. Seus coadjuvantes não deixam a desejar. Diego Tardelli deixou atarantada a dupla de zaga são paulina e Bernard tratou de enlouquecer as arquibancadas. Jô? Nem parece o atacante relapso de outros tempos. É mortal, letal, preciso na conclusão. Foram três gols. Poderia ser mais. Os presentes dados por Berrnard, Tardelli e Ronaldinho Gaúcho proporcionam o desperdício.

Todo esse quarteto tem liberdade para atuar graças a uma dupla de volantes de alta eficiência: Pierre e Leandro Donizete. O tricolor paulista tinha dedicação, raça. Luis Fabiano tentou arrancadas e só conseguiu furar o paredão aos 31min do segundo tempo. Mas o placar ficou 4 a 1 para o Galo Mineiro. Gol de honra. Ou inútil diriam torcedores mais furiosos.

Com o encerramento da partida, não deu para fugir da constatação: o Atlético Mineiro, na bola, é o principal favorito ao título. De modo frio, nem Palmeiras ou Tijuana teriam condições de impedir a avalanche mineira.

O que futebol brasileiro merece é uma semifinal de Copa Libertadores entre Corinthians e Atlético Mineiro. O duelo da técnica e da habilidade contra a disciplina tática. De um lado, o cerebral Danilo, os rápidos e catimbeiros Emerson e Paolo Guerrero e o esperto Romarinho. Todos comandados por Tite, que transformou a derrota para o Tolima em 2011 em reflexão e crescimento na carreira. No outro front, o quarteto mineiro que nos faz acreditar de que é possível ser ofensivo e eficiente no futebol brasileiro. Uma estrutura armada por Cuca, que mesmo com as derrotas e decepções na carreira nunca abandonou suas convicções. Não é pouco. E o Atlético Mineiro pode mais. O futebol brasileiro pede mais. Apaixonados pelo futebol bem jogado, rezem.  Apaixonados pelo futebol bem jogado, rezem. Muito. O show não pode parar.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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