Amor ou Respeito: o que você prefere?

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Um pouco antes das 22 horas de ontem decidi repartir uma reflexão com meus amigos no Facebook: o que importa mais: a pessoa ser amada ou respeitada? Gostei da variedade de respostas e reflexões sobre o tema. É unanime dizer que ninguém aceita ser rejeitado na vida particular.

Você saber que está em um lugar que as pessoas gostam de você e automaticamente levam em consideração aquilo que você diz é reconfortante. O inverso também é doloroso. Você perceber que as pessoas te escutam por comiseração ou para não entrar em conflito é o pior.

Amor e respeito deveriam andar juntos. No entanto, a formula não é tão simples. Dou meu testemunho: reconheço que sou uma pessoa difícil de lidar. Tenho minhas manias, ideias, convicções e por vezes resvalo na teimosia. No contato inicial, sou mais aturado do que amado ou respeitado. Poderia mudar? Sim, poderia. No entanto, somos falhos, limitados, sujeitos a provocarmos decepções e toda luta do mundo é insuficiente para eliminarmos conceitos e atitudes que impedem nossa integração a nossa sociedade.

Tenho, por exemplo, uma dificuldade e por vezes quase intransponível de cumprimentar pessoas em determinados ambientes. Fico retraído, sem jeito e me recolho em copas. Por outro lado, em locais que frequento há muitos anos eu trato como se fosse extensão da minha casa. Alguns interlocutores, por sua vez, trato muitas vezes como parentes ou pessoas próximas.

Por viver esses conflitos internos, admiro personalidades públicas que conseguem ora serem amadas ou respeitadas ou tem esses dois patrimônios. Nem digo dos artistas, mas gente da sociedade civil. Alguns deveriam ser homenageados todos os dias por sua postura na sociedade, como Henrique Prata, diretor do hospital do Câncer de Barretos, que com sua luta insana por verbas no governo federal é amado e respeitado por milhares de famílias beneficiadas pelos tratamentos do hospital.

O que dizer então de Viviane Senna, que conduz uma ONG responsável por incrementar a educação de milhares de crianças, assim como Raí, condutor do projeto Gol de Letra, que foca crianças da periferia? O que dizer então de pastores e padres espalhados pelo país que renunciam a tudo para conduzir trabalhos focados nos mais pobres? Com justiça, são pessoas amadas e respeitadas.

Moral da história: amor e respeito são sentimentos nobres, mas sem um mínimo esforço é quase impossível conquista-los, seja na condução de uma vida social plena ou na construção de algo que beneficie a sociedade. Pense nisso. Eu já penso e tento colocar em prática há muito tempo. Um dia chego lá.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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