Alexandre Pato e Jadson: a humildade poderá abrir caminho para uma surpresa

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Alexandre Pato vai jogar no São Paulo. Jadson é o novo reforço do Corinthians. A troca foi articulada pelos empresários dos dois atletas e os clubes não colocaram oposição. No entanto, o negócio está longe de ser tranquilo.

Segundo informações do jornalista Vitor Biner, Rogério Ceni tem rejeição ao atacante em virtude da provocação ocorrida após o centroavante converter o pênalti no Campeonato Paulista do ano passado. Vai ter que se desdobrar para recuperar espaço.

Com esse pequeno episódio, dá para dizer que  negociação entre Alexandre Pato e Jadson é um momento ideal para uma realocação de expectativas para os dois atletas.

No caso de Alexandre Pato, sempre foi tratado como menino prodígio e nem de perto passou pelas dificuldades inerentes a carreira de jogador de futebol. Sim, porque no Internacional era considerado uma “joia rara” e no Milan sempre teve a complacência dos dirigentes em relação a sua montanha de lesões. Ou seja, nunca foi cobrado. Resultado: o mundo do futebol gerou um jogador relapso, sem motivação, com baixo espirito competitivo e com atitudes fúteis. Talvez o tricolor paulista seja sua chance derradeira para atuar em alto nível. Terá como comandante o técnico Muricy Ramalho, com relacionamento exigente e profissional com seus atletas. Certamente, a apatia de Pato será inaceitável. Mesmo assim, se conseguir tal objetivo, não vamos  imaginar um Pato com pinta de gênio ou diferenciado. Poderá ser, no máximo, um bom centroavante. Estará de bom tamanho.

Jadson por sua vez sofre a síndrome do Camisa 10. Explico: o Brasil teve gente da estirpe de Zico, Rivelino, Zenon, Dicá, Ademir da Guia, Raí, Ronaldinho Gaúcho e Pelé, o maior de todos, com a camisa mais preciosa do futebol.

Jadson nunca teve o talento semelhante. É um jogador funcional, técnico, habilidoso, de bom trato com a bola e dinâmica interessante. O problema é que sempre esperam dele algo que ele não pode dar: uma jogada genial, fora do comum e que traga delírio aos torcedores. Com Mano Menezes, seu técnico nos tempos de juvenil no Internacional, poderá encontrar o rumo. Mesmo com o time em crise, Jadson mesmo com seu futebol funcional, se colocar uma pitada de dedicação e determinação, poderá cair no gosto da massa corinthiana.

Á primeira vista, Alexandre Pato e Jadson não fazem bom negócio. No entanto, se as expectativas forem baixadas quem sabe algo surpreendente poderá surgir no horizonte.

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