Ainda existe esperança de reflexão no Cristianismo…

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Tomo conhecimento de um debate ocorrido em São Paulo sobre Cristianismo e Cidadania. Debate mesmo, com troca de ideias e perguntas. Participações de Ariovaldo Ramos, Ed Renê Kivitz e com mediação do deputado Carlos Alberto Bezerra Junior. Que aliás, faz um mandato para ser elogiado especialmente na sua luta para colocar os cristãos como participantes da vida nacional e não massa de manobra de meia dúzia de líderes sedentos por poder.

Lógico, não acompanhei o debate e nem sei o que foi tratado. Mas tais acontecimentos me chamam a atenção para o problema existente na maioria das igrejas do Brasil: a implantação do discurso único. Ou seja, a determinação de que os Cristãos Evangélicos pensem de uma maneira uníssona, sem qualquer tipo de concessão ao diferente, mesmo que tal pensamento tenha embasamento bíblico.

Certamente os participantes do debate na Universidade Mackenzie não tinham as mesmas ideias ou viveram as mesmas experiências. Ou tinham visões idênticas a respeito da Palavra de Deus. Mas essas palavras falaram. Argumentaram. Contestaram. Aprenderam novos conceitos e puderam acrescentar conhecimento sem serem submetidos a uma “ditadura do pensamento”.

Lógico, o debate não foi episódio isolado. Em outras igrejas do Brasil, existe diversidade ideológica e os Cristãos podem manifestar-se sobre aquilo que pensam a respeito do Brasil e de seus destinos.

Por outro lado, quantas igrejas no país encontramos pastores que se colocam acima do bem e do mal e não exibem capacidade de dialogar? Quando peço troca de ideias, não é somente na questão espiritual, mas também sobre a visão de país. Exemplo clássico: quantos Cristãos progressistas podem conversar e expor suas opiniões sem medo com irmãos em Cristo em diversas denominações do Brasil?

Quando criticamos pastores midiáticos neste espaço não é apenas por causa de seus preconceitos contra minorias, mas especialmente por suas visões ditatoriais, o que avaliza líderes sedentos em bloquear o contraditório. Ed Renê Kivitz, Ariovaldo Ramos e Carlos Alberto Bezerra Júnior mostra que nem tudo está perdido.

 

 

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