Adoramos trucidar deputados e senadores. E na hora do voto, fazemos a nossa parte?

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As redes sociais e nas conversas do mundo real, as pessoas reclamam dos políticos. Não é para menos. O Congresso Nacional é uma mistureba de legendas, as discussões dos projetos nacionais ficam em segundo plano e os parlamentares são mais atraídos por verbas que possibilitem obras em suas bases eleitorais do que por ideias e projetos para alavancar o país.

Ok, todos concordamos que o quadro é ruim. Fica a pergunta: o que fazemos para melhorar? Veja: estamos em ano de eleição e teremos renovação tanto no Senado, como na Câmara dos deputados como nas Assembleias Legislativas.

Seria o momento de acompanhar de modo próximo a atuação dos parlamentares. E não há desculpa, pois as informações estão disponíveis para todos. Basta entrar no site da Câmara dos Deputados ou de qualquer Assembleia legislativa e todos tomam conhecimento dos projetos de lei apresentados pelos parlamentares assim como seus trabalhos nas comissões.

Pergunto: quantos eleitores fazem sua parte e pelo menos uma vez no ano dão uma passada em tais páginas? O que impede de acompanharem as votações que o parlamentar participou e qual foi sua decisão? Pois é.

Como ninguém muda o rumo da prosa, o roteiro é o mesmo em todas as eleições para o campo legislativo: o voto é decidido na última hora, sem base teoria prática e teórica nenhuma e posteriormente o esquecimento vira trunfo se o político lhe decepcionar. Existem políticos ruins em todos os partidos, mas seus eleitores nunca aparecem.

Parlamentares como Eduardo Cunha, Jair Bolsonaro, Marco Feliciano, João Paulo Cunha e Eduardo Azeredo parece que surgiram do nada. Não foram votados e sim nomeados. E a gente sabe que não é nada disso. Eles têm votos e representam uma parcela da sociedade. Em alguns, um contingente da população que pouco pesquisa e analisa a consequência do seu voto.

Por isso, antes de reclamar do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa do seu estado, vá até o quarto olhe-se no espelho e verá o principal culpado por esse estado de coisas na política brasileira. Dói, mas é a verdade nua e crua.

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