A urgência de diálogo entre Evangélicos e Progressistas

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Existe um nó a ser desatado  pelo campo progressista: como conversar e dialogar com os Evangélicos brasileiros? Não é tarefa fácil. Em primeiro lugar porque são muitos, diversos e de tipos variados. Quem é das chamadas igrejas históricas (Luterana, Metodista, Presbeteriana) tem uma visão da vida nacional. O frequentador das denominações pentecostais exibem outras ideias e nas Neopentecostais a divergência é maior.

Em algumas, prevalece o pragmatismo espalhado pela Teologia da Prosperidade. Ou seja, se o governo de plantão oferecer evolução material na sua vida cotidiana, está tudo certo; caso contrário, tudo desaba. Um “padrinho” é  bem vindo, como a aliança feita com a Igreja Universal do Reino de Deus e que fez a ponte para alguns votos em eleições presidenciais e majoritária vencidas pelo PT. Quando compareceu na inauguração do Templo de Salomão, a então presidente Dilma Roussef não estava em missão de relações públicas. Era, antes de tudo, o pagamento de uma fatura política.

Em alguns setores da Igreja Batista e de várias vertentes pentecostais e neopentecostais, por sua vez, não adianta defender o pragmatismo material. Existe impregnada uma ideologia contrária a tudo que é progressista. Forjada por dentro do partido republicano, este diálogo torna-se impossível com eleitores e líderes progressistas. Para este setor do Cristianismo Evangélico, o “Brasil é do Senhor Jesus” e qualquer ideia que cheire a socialismo beira ao comando do Mal. Tradução: o diabo.

Tem um terceiro grupo dentro das igrejas. Gente com boa formação política, seja de direita ou de esquerda, ciente dos desafios do país, sabedor do poder de transformação da igreja, com desejo de fomentar o debate e a discussão dentro das igrejas e que estão sufocados por pastores autoritários, personalistas e por uma estrutura sufocante e pronta para imbecilizar e manipular os frequentadores. Como chegar até eles?

De que forma fazer com que, na pior das hipóteses, tais “cavaleiros solitários” ajudem a desmitificar uma série de equívocos sobre as forças progressistas?

Por anos e anos, políticos e militantes fugiram de tal assunto. A vitória de Marcelo Crivella, sem ligação com qualquer partido progressista, demonstra a necessidade de uma mudança de postura. Para ontem.

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