A Ponte Preta vai engrenar no Paulistão?

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A Ponte Preta tomou um sufoco do Mogi Mirim, empatou por 0 a 0 e logo de cara, tanto jogadores como integrantes da comissão técnica justificaram o baixo desempenho ao pouco tempo de preparação, em contrapartida ao oponente, desenvolto no aspecto físico.

O argumento tem embasamento. Mas alguns problemas registrados ficam independentes de qualquer problema físico. Exemplo disso é o sistema de marcação do meio campo, que por muitas vezes vacilou e deixou os zagueiros no mano a mano. A casa só não caiu ora devido a incompetência dos atacantes do Mogi Mirim, ora por causa da atuação segura do zagueiro e capitão Cleber, sendo auxiliado por Ferron.

Outro problema está na frente. Enquanto Rildo esteve em campo existia movimentação pelos lados e tentativas de contra-ataques. A partir de sua saída por contusão, a velocidade virou artigo raro. Mas nos dois cenários, algo era comum: o isolamento do centroavante William.

De positivo, a aparição do volante Ferrugem e do lateral-direito Artur, muito efetivo na marcação e por vezes eficiente no trabalho de desafogo.

A Macaca tem potencial para disputar uma das oito vagas às quartas de final e dependendo da conjuntura, alcançar a decisão. Mas o técnico Guto Ferreira precisa contar com todas as opções ofensivas o mais rápido possível. Caso contrário, não será apenas o centroavante William que morrerá de fome. A Ponte Preta também.

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Elias Aredes Junior é jornalista, radicado na cidade de Campinas, Estado de São Paulo. Trabalha como repórter esportivo para o Jornal Todo Dia de Americana e também como comentarista esportivo para a Radio Central AM de Campinas, 870 KHz. Diariamente participa dos comentários na programação esportiva entre as 18:00 e 20:00, além de comentar jogos de futebol nas transmissões ao vivo da emissora. Aqui ele fala sobre tudo, futebol, esporte, política, religião, entretenimento, cultura, culinária, tudo isso sempre com seu olhar crítico e independente.

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