A onda de austeridade veio para ficar no futebol brasileiro?

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Juan Carlos Osório foi contratado pelo São Paulo e ganhará R$ 250 mil mensais, a metade dos rendimentos do antigo treinador Muricy Ramalho. Roger é anunciado como comandante do Grêmio e toda sua comissão técnica não ficará além de R$ 200 mil mensais, três vezes menos do que Luis Felipe Scolari recebia. No Goiás, estão proibidas negociações com empresários e o teto salarial não ultrapassa R$ 50 mil por mês. E o que dizer de Wanderley Luxemburgo, que reclamou da atitude da diretoria flamenguista, que colocava lupa até para autorizar a compra de um alfinete?

É inegável constatar que o futebol nacional passa por um surto de austeridade. De um jeito ou de outro, todos os clubes buscam maneiras de reduzir os seus gastos e com isso evitar o aumento da divida, que no conjunto dos principais 20 times do Brasil alcança a bagatela de R$ 6 bilhões.

Seria muito bom e bonito se não fosse por um detalhe: ainda é preciso vencer a batalha contra a irracionalidade e a paixão.

Sim, nem todos serão exitosos no seu planejamento. Tropeços acontecerão e as torcidas pedirão por reforços e contratações de vulto. O técnico barato de hoje pode virar um bonde amanhã. O teto do Goiás pode ficar sob risco caso a zona do rebaixamento apareça no horizonte. Nesse caso, o que fazer? Simples: apegar-se aos bons exemplos.

Andréz Sanchez tem diversas atitudes equivocadas, mas seu grande acerto na gestão foi bancar o técnico Tite mesmo quando o Tolima aplicou uma surpresa na Libertadores. Colheu como frutos o título brasileiro e posteriormente o Paulista, Libertadores e Mundial.

Alexandre Kalil também tem bons ensinamentos a encaminhar. Sofreu uma trovoado com Cuca, mas aguentou o rojão e celebrou a conquista da Copa Libertadores em 2013.

São exceções? Sim. Mas está na hora delas serem disseminadas. Que a onda de austeridade estacione de vez no futebol brasileiro.

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