A Crise fictícia Lula-Dilma-Cunha. O ex-presidente precisa falar!

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Brasilia foi sacudida nesta quinta feira com a noticia de que o ex-presidente Lula comanda um acordo nos bastidores para aliviar a barra de Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. Apesar das matérias publicadas pelos jornais “O Estado de S. Paulo” e “Folha de S. Paulo” não contarem com qualquer político ou personalidade com declarações em ON, os textos foram suficientes para detonar um clima de pânico entre os militantes históricos do PT, decepcionados pela possibilidade de verem Dilma salvar o seu mandato por intermédio de um acordo com seu inimigo político.

Por enquanto, tudo não passa de especulação, apesar das noticias publicadas pelo Portal Uol de que deputados petistas já teriam se reunido com o ex-presidente e receberam a ordem de aliviar a barra para o parlamentar. Declarações e fatos que confirmem? O público ansioso espera.

Ato contínuo, Ruy Falcão, presidente do PT, não titubeou e declarou ao blog do jornalista Breno Altman, o Opera Mundi, a sua recusa pelo acordo. “Quem tem acerto com ele (Eduardo Cunha) é a oposição de direita, como é público e notório. “Notícias a este respeito são deslavadas mentiras ou plantações de quem eventualmente deseja semear confusão”, disse o dirigente que prometeu postura independente dos parlamentares. Denúncias contra Cunha seguirão seu rito normal e os representantes petistas votarão conforme as provas e sua consciência, enquanto continuaremos a lutar contra o golpismo nas ruas e nas instituições, em defesa da legalidade constitucional e do mandato da presidente Dilma Rousseff.” Uma declaração de tal porte deveria servir para acalmar os ânimos. Pura ilusão.

Lula chegou a tal ponto em sua trajetória que podemos cravar seu deslocamento do PT. Uma palavra dele vale mais do que um discurso conjunto de toda a direção da agremiação. Fato. Em resumo: ele tem que falar. Explicar e ser enfático na recusa de acordo com Cunha. Não quer falar com a imprensa? Um vídeo publicado pelo Instituto Lula serve como prova cabal. Se não falar, o clima de desconfiança continuará. Mesmo que a história seja uma grande mentira e ilusão, como acredito que seja.

O seu silêncio servirá como estopim para divagações. Uma delas é encontrar justificativa para algo tão surreal. Querem uma hipótese? Imagine a guerra santa que será deflagrada pelos chamados pastores midiáticos que apoiam Cunha. Eles têm espaço e horários na Televisão para protestarem contra a cassação. Tem a mente de milhões de Evangélicos submetidas as suas ordens e orientações. É bizarro, mas é a verdade. Alguma dúvida que eles vão chantagear e sinalizariam destruir o legado político de Lula e Dilma entre os Evangélicos? Pois é. Qual seria a saída natural? Deixar Cunha se lascar e encarar esses pastores aliados do presidente da Câmara não como líderes religiosos e sim como inimigos políticos. Que devem ser derrotados. Mestre na arte da conciliação, Lula terá peito para tal atitude? No fundo, no fundo, Cunha torce para que Lula na última hora lhe salve da degola, seja agora ou depois.  Tomara que tal cenário não vire realidade.

Observação: as 19h33, o Instituto Lula emitiu um comunicado desmentindo a informação. Bom. Mas uma declaração em vídeo traria um impacto maior.

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